1º dia: Serra da Estrela - Bike105

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1º dia: Serra da Estrela

Aventuras > A conquista da Torre
A Serra da Estrela fazia parte dos sítios onde gostaria de voltar a pedalar.
Para esta aventura contribuiu a coincidência de tês factores:
- A vontade de pedalar até à Torre; A Volta a Portugal em Bicicleta; Período de férias.

Estavam conjugados todos os factores necessários para realizar esta aventura. As temperaturas encontradas foram excelentes para a prática deste desporto.

 No que respeita à bicicleta, na prática nada tive que preparar. Apenas a lavei da "viagem" que tinha terminado na semana anterior.
O trajecto foi elaborado apenas com o recurso a Mapas. O facto de existirem diversas opções de Parques de Campismo nesta zona, faclitou a escolha. Apenas foram utilizadas estradas asfaltadas, no entanto o trânsito foi quase nulo.

A ideia de pedalar pela serra mais alta de Portugal Continental, por sí só já era fascinante. Mas, fazer isso com um conjunto Bike+carga a rondar os 30kg... era o desafio.

 GOUVEIA - VALHELHAS
Distância: 61.33 Kms
Desnível: 1521 mt

Frente ao edifício da CM Gouveia tirei a foto de abertura desta aventura. Neste local estava já em preparação a festa da cidade. O destino seguinte era a característica localidade de Folgosinho. O tempo estava mau no que respeita a fotografias mas estava excelente para pedalar. O nevoeiro existente evitava um desgaste elevado fisicamente. Por esta estrada frequentemente ouvi o som de água a correr, algo muito comum numa zona de serra. O acidentado do terreno em termos de desnível, serviu como aperitivo para aquilo que viria a encontrar. Se algum frio ainda existisse, ele seria eliminado com a subida até Folgosinho. Uma foto da singela fonte que existe na entrada e um contraste entre casas e ruas preservadas no seu núcleo e modernas casas em construção nas estrada de acesso. O antes e o actual em paralelo... Aproveitei para renovar a água do camelbag e do bidom que também levava. Durante os três dias que pedalei pela Estrela nunca tive qualquer problema com água, aliás sempre de excelente sabor e frescura!

Pedalava agora com destino a Linhares da Beira. Pelo caminho atravessei Freixo da Serra e optei por parar no café local e comer uma sandes. A senhora que ai se encontrava rapidamente perguntou se eu pertencia à Volta a Portugal... Depois de alguns risos e agradáveis minutos de conversa segui viagem. Tinha planeado em fazer um atalho desde Freixo da Serra até Linhares e deixei o asfalto em direcção a uma estrada de terra. Logo no inicio estava um casal a tratar a terra e perguntei se o caminho dava para Linhares. O homem, depois de tirar as medidas a mim e à máquina, foi peremptório:

• Ele existe, mas com essa carga toda, existe uma zona que nem a pé a vai conseguir subir!

Perante tal convicção e pela informação de outra alternativa nem hesitei em abdicar dos meus intentos e optar pelos conselhos do homem. Para isto também contribuía o facto da temperatura estar a aumentar e ser de evitar falhas de percurso. Linhares já me aguardava do cimo do seu monte. Ao entrar nesta Aldeia Histórica foi o relembrar da minha participação nas GR22. Depois de passar por algumas da ruas desci de novo pelo mesmo trajecto até ao cruzamento com a direcção de Assanhas. Aqui iniciava-se uma forte subida que embora fosse de asfalto, era dificultada pelo irregular piso existente. Até Prados a viagem decorreu mais tranquila. Imediatamente após o cruzamento de Prados começou aquela que seria a subida do dia. O calor também fazia já sentir-se, mesmo que de uma forma não exagerada. Em Videmonte fiz nova paragem para comer mais uma sandes. E que sandes. No café Santiago pedi uma sandes mista e um sumo, até aqui tudo normal. Quando chegou a sandes, nem queria acreditar no que estava a ver. A altura do queijo era seguramente de 2 cm! O pão era de boa qualidade e o queijo, o queijo era de muito boa qualidade. Que grande sandes!

Até à localidade de Trinta ainda teria de “sobreviver” ao forte descendente e psicologicamente preparar-me para vencer equivalente ascendente que apenas termina já nesta localidade. Após Trinta foi sempre a “acelerar” permitindo até esgotar o andamento que o pedaleiro de 42 dentes possibilita. Isto tudo até Valhelhas junto ao cruzamento com a estrada para Manteigas. Aqui, como estava com dúvidas sobre a localização do parque de campismo, estava a observar o mapa quando parou uma viatura junto a mim e onde se gerou o seguinte dialogo:

• Boa tarde, procura alguma coisa? Perguntou o condutor.

• Boa tarde. Procuro o Parque de Campismo de Valhelhas. Disse eu.

• Digo-lhe onde é se me pagar uma bebida. Risos e a repreensão de uma das senhoras pela “chantagem”.

• Para isso nem preciso da informação. Pare no próximo café que daqui a alguns minutos lá estarei. Gargalhada geral.

• Obrigado, mas não é preciso. Vire à direita e daqui a 2 km está a placa do parque.

• Mesmo assim, se até lá existir um café, parem que daqui a alguns minutos lá estarei.

• Muito obrigado mas ficará para a próxima.

Assim terminou este divertido dialogo. Efectivamente mais alguns minutos já estava a tratar da entrada no Parque de Campismo de Valhelhas. Aqui existe acesso ao Rio Zêzere onde está disponível uma zona de banhos cuja água é cristalina, provavelmente também será fria, pois não a experimentei.

Neste parque encontrei alguns jovens que praticam btt e que motivou alguma troca de ideias e informações sobre este desporto. Também tive conhecimento que estaria um incêndio a lavrar na zona da Covilhã, o meu local de destino seguinte. Teria de alterar a rota prevista e rumar a Manteigas.
 
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