Etapa 12 - Bike105

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Etapa 12

Aventuras > Caminho Santiago (Norte)
Lourenza - Méson da Cabra (Guitiz) (05/08/2006)
Distância: 71 Kms -----------------Desnível acumulado: 1079 mts

Relato do Peregrino:
Início de etapa com o céu carregado de nuvens mas sem chuva. Seguimos pela Nac 632a. A tradição continua igual, ou seja início em subida. A tranquilidade existente nesta estrada ajudaram a vencer a subida de um monte ladeado por árvores e muito verde.

Se voltasse a fazer hoje esta etapa modificaria o seguinte: Em Mondonedo optaria pela utilização da estrada interior em detrimento da estrada nacional. O desnível a vencer é o mesmo e, seguramente, é mais tranquila em termos de trânsito. Nos arredores de Mondonedo existe uma estrada em terra paralela à nacional. Nesta circulava um homem de idade avançada que resolveu pedalar em paralelo conosco. No final da estrada parou e voltando-se para nós disse: “Agora es arriba”. Mais um quilometro e percebi o que queria dizer com aquele comentário.

Até Villalba não existe nada a acrescentar e nesta localidade tive de recorrer à policia local para carimbar as credenciais. As localidades mais pequenas durante o dias parecem desertas de pessoas.

Novamente a nacional a servir de alternativa às partes de terra. O Calor a apertar e o desnível a fazer-se sentir. Combinação explosiva.

Chegados à pequena localidade de Baagamonte, onde existe um Albergue, não paramos e segui directamente à procura do suposto hotel nas bombas de abastecimento. Má sorte. As bombas de combustível fecham de tarde e só abrem amanhã às 09.00h. Isto impossibilita-nos de deslocarmo-nos para jantar e também em termos de segurança não está nada bem. O empregado indicou-os que dois km depois existiam mais alternativas. Bom 2 foi o que ele disse, na realidade foram 7. Dois hotéis de beira estrada cheios. Merda!!! A história repete-se… Fomos de novo para o parque de campismo. Os aspectos positivos foram poder secar a tenda, ainda molhada e os sacos cama. O negativo é que tive de tomar banho com água fria e o parque foi mais caro que o de Cudillero. Quando estávamos a descansar já com a tenda montada, vimos s entrar no parque o mesmo jovem que dias antes tinha passado por nós. Cumprimentamo-nos e em conversa, mais uma vez utilizando castelhano e inglês, fiquei a saber que a sua estratégia era fazer o mais rápido possível determinadas distancias e depois ficar 1 ou 2 dias em determinadas localidades para melhor as conhecer. Amanhã realizará o trajecto até Santiago, enquanto nós vamos por outro caminho até Arzua.
Amanhã será o início do fim.


Relato da Peregrina:
Hoje saímos de Lourenza em direcção a Baamonde. Logo à saída de Lourenza e para começar bem o dia fizemos uma subidita por sinal muito calma, sem o transito constante dos últimos dias pela estrada nacional. Quando acabamos de subir, uma senhora da aldeia local fez-nos uma grande festa, e a seguir a descida levou-nos outra vez para a E.N. que passava ao lado de Mondanedo . Um velhote que ia a pedalar ao lado da estrada disse-nos que era muito arriba, mas não tinhamos como evitar a próxima subida que foi diabolica, nunca mais tinha fim.

Depois de muito subirmos lá chegamos ao fim da serra, mas as subidas não tinham acabado, embora fossem mais suaves. A paisagem era bonita no cimo da serra mas nada que se comparasse aos primeiros dias.

O resto do dia foi uma constante no sobe e desce, eu já estava tão farta e cansada de ver as subidas ao longe e pensar que tinha de as fazer, que numa delas o que me apeteceu foi largar a bicicleta e sentar-me no chão (fazer birra).

Mas lá chegamos a Baamonde, uma localidade tão pequena que não tinha praticamente nada, continuamos na estrada até uma Hostal nas bombas de gasolina, mas não dava para ficar lá porque depois não tinhamos onde comer, então o homem do café dissenos que 2 Km mais à frente havia outra Hostal. Então lá continuamos a pedalar , só que os dois Km converteram-se em 6 ou 7 e por fim lá encontramos a Hostal e um Hotel em frente, só que por azar o nosso estavam cheios por causa de um festival ali perto. Resultado, como havia um camping ali ao lado, tivemos que ir para lá, mas o camping não prestava para nada.

Conhecemos um rapaz inglês, também de bicicleta, que já tinha passado por nós duas vezes, só que ele anda muito depressa e faz muitos Kms por dia , mas fica tão cansado que depois tem que descansar dois dias.

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