Passeio Velocipedi@ - Bike105

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Passeio Velocipedi@

Passeios
Passeio Outono Velocipedi@ 2004 - Estremoz
Dados Técnicos obtidos por GPS
Total Kms: 50 km  Média: 15,10 Kms/h  Desnivel acomulado de subidas: 1094 Mts


A minha primeira vez... num passeio Velocipedi@.

Nunca anteriormente tive a oportunidade de participar num destes passeios. Quando este foi anunciado pensei que esta seria a melhor oportunidade de o fazer já que será realizado no plano Alentejo. E assim rumei a Estremoz embora a saída de casa fosse feita com algum atraso, isso obrigou que os limites de velocidade não fossem respeitados.

Pelo caminho os meus pensamentos estavam ocupados com a expectativa sobre se iria aguentar o andamento do pessoal da Velocipedi@. O facto de este ano para mim, por as mais diversas razoes, ter sido o pior em termos de Btt ainda mais me atormentava. No entanto, isto era apenas um passeio e os quilómetros também não eram muitos, segundo a organização entre 30 e 40.

Chegado a Estremoz fui para o local de encontro, as piscinas. Já lá estava o Jorge Gambutas e alguns elementos que já conhecia, o Nuno e o João. Cumprimentos da praxe e iniciei a preparação da bike que felizmente levava desmontada no porta bagagens (não fosse isso e tinha voado na viagem).

Após a chegada do restante grupo, que ainda foram muitos, arrancamos em direcção ao trajecto seleccionado pelo Jorge. Uma breve passagem pelo interior de Estremoz, onde nos cruzamos com uma corrida de atletismo, e entramos em estradas de terra. Aqui cometi a minha asneira do dia, começar sem primeiro andar um pouco e sem qualquer aquecimento. As consequências viriam mais tarde...
Os trilhos atravessados não eram de maior dificuldade mas, um constante sobe e desce que embora fosse suave, fazia despender alguma energia. Chegados a um lago artificial realizamos o primeiro reagrupamento e ai surgiu a primeira ameaça de furo, rapidamente solucionado, já que nessa bike existia Magick Seal.

No cruzamento seguinte existiu mais um motivo de divertimento pelas placas que o proprietário fixou na saída “ Perigo Gado Bravo”. Ora acontece que essa placa apenas se via num sentido fazendo assim que quem vinha do lado contrário não pudesse visualizar o conteúdo. Logo o “fotógrafo oficial”, o Nuno Rosa, se prontificou para tirar uma foto com o enquadramento com as placas, pelo exposto apenas depois os “apanhados” puderam ver as placas...demasiado tarde.

Planamos por algum tempo e após ascendermos a um topo realizamos uma descida espectacular num corta-fogo, simplesmente fantástica! Mais um pouco de plano e entramos em estrada asfaltada mas com reduzido transito. Novo reagrupamento num “Monte” e o aviso do organizador que de seguida seria a doer. Bom, na realidade a doer quase de imediato, foi a queda de um participante motivada por um eucalipto que estava a atravessar por completo a estrada. Depois deste incidente sem consequências de maior, aparentemente, pois nestes casos quem assiste nunca lhe dói, iniciamos a primeira parte daquela que viria a ser a subida do passeio. A estrada era rolante mas ascendendo constantemente, isso provocava o meu distanciamento progressivo do grupo. Fique sozinho e em alguns cruzamentos segui, aquilo que me pareceu ser os traços de pneus, até que ouvi “chegar” alguém pela minha retaguarda. Sim, chegar! Continuei por minha conta e risco, as regras mandam parar neste casos e aguardar por alguém e havia poucos minutos que tinha tentado deslumbrar alguém para trás e não vi vivalma, no entanto a rapidez com que o Rui chegou ao meu lado foi quase angustiante. O Rui para além de “bom pedal” foi de uma enorme simpatia e acompanhou-me até conseguir “apanhar” ao grupo que já aguardava numa clareira mais plana onde se fazia a transição para a subida seguinte. Confesso que até surgir o Rui já estava em alguns apuros, depois com a amena conversa e pedalando a um ritmo certo sem demasiada velocidade as coisas melhoraram. Enquanto se esperava por dois companheiros que tinham ficado a resolver um problema técnico, cruzaram por nós um casal de cavaleiros acompanhados pelo seu cachorro que simplesmente se negou a passar entre o nosso grupo, tendo a dona que voltar atrás. Mais um momento de diversão.

A segunda parte desta subida foi o golpe de misericórdia, não me restando outra saída que não fosse a fazer a pé posto, até ao Alto de S. Gens. Pausa para descanso neste local que, proporcionava uma vista fantástica em todo o seu redor.

Após uma grande subida existe sempre...uma grande descida. Desta vez a regra cumpriu-se e descemos de tal forma que pela primeira vez senti o cheiro do metal quente, tal não foi o aquecimento que sofreram os discos de travão. Passamos por um trilho que seguia paralelo a um ribeiro, muito divertido de fazer (mais ainda porque era a descer). Pelo avançado da hora optou-se por seguir por estrada asfaltada para Estremoz de forma a não atrasar demasiado o almoço. Quando pedalávamos já com Estremoz à vista derivamos para um outro caminho em terra que nos levou a cruzar a auto-estrada, primeiro por baixo e depois por cima. A última surpresa estava reservada para a entrada nesta localidade pela parte velha, ou seja, subir por calçada até à estátua da Rainha Santa Isabel onde paramos para ver a paisagem e seguidamente fomos para o local onde estavam os carros e onde pudemos usufruir dos balneários das piscinas para tomar banho. O almoço foi tipicamente alentejano e de boa qualidade.

Foi um dia bem passado, onde a meteorologia ajudou e onde o empeno foi forte. Resta agradecer ao Jorge Gambutas pela excelente organização, que muito tabalho e tempo obriga a dispender, e ao Rui pela companhia num momento dificil.
 
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