Grande Rota 23 - Bike105

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Grande Rota 23

Passeios
GR 23 - Tavira

No dia 04 Setembro 2003 durante o meu período de férias realizei o percurso da GR 23 em Btt. Geograficamente este percurso fica situado a aproximadamente 25 km a norte de Tavira em plena Serra do Caldeirão e visita pequenas localidades escondidas suas profundezas. Por opção realizei a GR23 no seguinte sentido: Casas Baixas; Feiteira; Mealha; Casas Baixas. Devo salientar a beleza desta região que desconhecia totalmente e que agora me despertou a curiosidade, vou seguramente voltar...

Cheguei a Casas Baixas já muito tarde (10.45h) este facto veio a reflectir-se posteriormente de forma negativa pois a maior parte do trajecto foi realizado debaixo de um calor sufocante, para agravar este problema realizei esta aventura sozinho e raramente avistei pessoas nas localidades assinaladas.

A opção sobre qual a direcção do percurso apenas foi decidida no terreno e visualizando o grande placar que está situado na entrada desta localidade assim como vim a confirmar a sua presença em todas as outras. Para minha surpresa a dureza do terreno, o calor e os desníveis a vencer tornaram esta GR23 uma verdadeira aventura em Btt.

Apenas decorridas algumas centenas de metros encontrei um cruzamento com quatro caminhos possíveis e sem a mínima sinalização, neste caso optei pela direcção apoiada pela indicação do GPS... Em Cachopo e dentro da localidade foi necessário perguntar onde seguia o caminho assim: ao entrar na estrada principal é necessário contornar a rotunda e virar para a esquerda em direcção a Feiteira pela estrada asfaltada, mais à frente deve-se virar para a esquerda e entrar de novo no caminho de terra onde reinicia a GR23. Aquilo que se segue é duro de roer pois após uma descida onde os pulsos se ressentem surge um ascendente que embora não seja impossível de realizar é muito longo obrigando a um gasto de energia que se virá a revelar necessário até Feiteira. Em Mealha perguntei às únicas pessoas que encontrei se existiria algum sitio onde fosse possível comer uma sandes, tal pergunta motivou risos nas duas senhoras e como resposta: Aqui não existe nada disso! Confesso que estava esperançado de aqui encontrar algum local para comer já que se adivinhava o resto de rota dura.

Alguns quilómetros antes de Vale de Ôdre tive um percalço, que veio a causar alguns problemas, simplesmente perdi as indicações do caminho. Como levava GPS o excesso de confiança fez mossa pois não fiz o que manda a regra: voltar atrás até reencontrar as marcações. Esta incorrecta opção motivou o alongar em alguns quilómetros e a acréscimo do desnível acumulado já que algumas estradas por onde segui terminavam abruptamente obrigando a voltar a trás e tomar outras opções. Este problema complicou-se ainda mais porque entretanto se acabou a água e comida. Apenas em Vale de Ôdre pude repor a água e saquear uma Figueira que por ali estava. Daqui até Casas Baixas foi uma curta distancia que o cansaço acumulado fez parecer uma distancia interminável.

A sinalização no geral está devidamente implementada, é visível a preocupação na sua correcta implementação mas detectei alguns marcos arrancados do solo, desconfio que não foi acidentalmente, e em alguns cruzamentos a sua inexistência pura e simples. Valeu em algumas vezes o facto de antecipadamente introduzir no GPS as coordenadas das diversas localidades possibilitando quase sempre a escolha da correcta direcção.

Em conclusão, foi uma aventura bastante dura que espero repetir mas tendo o cuidado de levar companhia e iniciar a GR mais cedo de forma a visitar mais tranquilamente as localidades.

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