O Melhor da Raia - Bike105

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O Melhor da Raia

Passeios
Monfortinho - O melhor da Raia

Sábado (01/11/03)

Decidi participar neste passeio da Ciclonatur por um conjunto de situações:

- A qualidade habitual dos passeios realizados por esta empresa.

- O meu desejo de tentar conhecer um pouco melhor a região onde se desenrolou.

- Como esta actividade também tinha a possibilidade de um percurso Pedestre, aproveitei para convencer a minha esposa a participar neste vertente.

Na semana que antecedeu este passeio choveu de tal forma que me deixou um pouco preocupado já que devido à grande quantidade de água poderia existir muita lama. A organização, dias antes, enviou uma mensagem onde referia que o tipo de terreno existente nesta região não era propicio a lama.

Na noite anterior realizamos a viagem até às Termas de Monfortinho que devido ao muito, muitíssimo, trânsito apenas conseguimos chegar perto da 1.00h da manhã. Na manhã seguinte quando nos dirigimos para a sala do pequeno almoço foi, para mim, um reencontrar de caras conhecidas da "Travessia" e para a minha esposa o nervoso próprio de quem vai participar pela primeira vez numa actividade deste género.

Depois de recarregar as baterias recolhi ao quarto para me vestir para a cerimonia que se seguiria: praticar Btt numa zona de muita beleza.

Antes do inicio e no parque de estacionamento frente ao hotel tive oportunidade de encontrar mais alguns companheiros de pedalada de outros passeios e claro da Travessia. O António Malvar (Ciclonatur) realizou uma breve explicação sobre o passeio onde anunciava que não existiria nível3 e que o nível2 seria duro já que o terreno, embora sem lama, estaria muito pesado. Estas indicações vindo de quem veio são realmente para levar a sério já que o conceito de grau de dificuldade do António Malvar é realizado numa escala com uma graduação muito própria...

Após o arranque realizamos uma incursão por asfalto até rumarmos a uma estrada paralela ao rio, zona de muita beleza onde o barulho da água no rio e o cheiro de terra molhada são pequenos detalhes que fazem muita diferença. Os primeiros quilómetros foram percorridos por alguns trilhos que me trouxeram à memoria a grande aventura que foi a "Travessia" pois estava a reconhecer muitas paisagens. Como manda a tradição nos passeios da Ciclonatur, após alguma distancia percorrida à que aquecer o corpo com umas belas subidazitas . Desta vez e mais cedo que costume, existiram estragos, pois existiu um participante que devido a alguns problemas físicos regressou mais cedo ao hotel.

Neste passeio a palavra mais utilizada foi água, tal foi a quantidade deste bem tão precioso que encontramos pelos caminhos. No total tivemos de atravessar 3 riachos que obrigaram a molhar os pés, bom na realidade molhamos até mais acima, dependendo da estatura de cada um... No decorrer do percurso pode confirmar que mesmo com a grande quantidade de água a lama não apareceu de forma que dificultasse a progressão no terreno.

Na igreja da Sr.ª da Azenha foi realizada a paragem para comer e confraternizar um pouco mais. Aqui o António Malvar relatou uma coisa muito curiosa sobre este local que, pelo original da questão, passo a transcrever da forma mais fiel possível relativamente ao que ouvi:

- Nos tempos dos Reis em que Portugal e Espanha se guerreavam por assuntos de menor importância, as populações das localidades espanholas e portuguesas próximas da fronteira nesta zona da Raia, juntavam-se uma vez por ano para confraternizarem em paz e harmonia.

Voltando ao passeio, aqui na Sr.ª da Azenha existiu uma divisão do nível 2 em dois grupos, um realizaria um percurso com menor dificuldade, mesmo que menor aqui seja muito pouco, e o outro subiria até à Serra do Ramiro. O guia do grupo de menor dificuldade seria conduzido pelo António Malvar e o outro pelo Pedro Cardoso. Confesso que esta situação me pôs a pensar: o Malvar como guia do grupo onde supostamente existiria um menor grau de dificuldade??????...

Falei com o José Melo, guia que fechava o grupo e que já me conhecia da Travessia e também conhecia o percurso. A resposta obtida fez-me sentir que seria capaz de concluir o desafio, assim fui no grupo onde as dificuldades a transpor seriam maiores.

Não sei quais as dificuldades encontradas pelo outro grupo mas asseguro que os desníveis que tivemos de vencer foram de elevada dureza. Numa das subidas não me restou outra alternativa senão realiza-la a pé posto e mesmo assim foi difícil... Com este atraso da minha parte, quando atingi o topo da serra já todos estavam à minha espera, pelo que quase de imediato reiniciamos o passeio. O vento frio que aqui existia não era de forma alguma convidativo a se estar parado por muito tempo neste local. Na foto 17 podem verificar como alguém tentou aquecer através da tentativa de deitar uma antena ao chão... claro que isto é uma brincadeira.

Após uma dura subida existe sempre uma bela descida, também aqui a tradição se manteve e após o arranque foi descer rápido até novo reagrupar quando finalizava esta decida junto a uma estrada de asfalto que dava acesso a Penha Garcia. Daqui fomos reencontrar de novo o trajecto da Travessia e mais uma vez o portão da reserva estava fechado e mais uma vez foi necessário saltar por cima do mesmo. Confesso que se alguma vez que por aqui passe o portão esteja aberto vou ficar triste, pois dessa forma vai impossibilitar a verdadeira diversão que é transpor um portão de aproximadamente 2,5 metros de altura.

A organização teve de alterar o percurso inicialmente previsto que incluía uma passagem do Rio Erges com uma incursão por terras espanholas, já que o rio detinha um caudal demasiado alto para ser atravessado com segurança. Assim tivemos de vencer mais uma parede antes de atingir-mos as Termas de Monfortinho.

Chegados ao final da aventura, como habitualmente, podemos saborear o excelente lanche que a Ciclonatur põe à disposição dos participantes.

Em termos de conclusão devo dizer que foi dos mais duros passeios (organizados) que até hoje realizei embora a distância e o desnível acumulado não o demonstrem.

Domingo (02/11/03)

Nos passeios da Ciclonatur fora da região de Lisboa é habitual na manhã de Domingo existir um pequeno passeio de forma a descomprimir das tareias de Sábado. Assim foi também neste dia onde realizamos um passeio sem grandes dificuldades e que serviu para ficar a conhecer mais um pouco da zona, terminando assim um fim de semana de puro Btt por uma zona que cada vez mais me cativa. 

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