Etapa 8 - Bike105

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Etapa 8

Aventuras > Caminho Santiago (Norte)
Ribadasella - Gijón (01/08/2006)

Distância: 72 Kms -----------------Desnível acumulado: 1066 mts

Relato do Peregrino:
Início de dia com uma surpresa desagradável, está a chover! Bolas, a roupa… está no estendal na rua, ou seja, está pronta a ser espremida. Mais um dia com a roupa molhada dentro de sacos no interior dos alforges.

Depois de colocar mais óleo nas correntes das bikes, a chuva assim o exigia, arrancamos debaixo de muita chuva. Para manter a tradição, o início de etapa foi a subir. Útil para aquecimento. Mais uma etapa onde decidimos realizar o trajecto por estrada asfaltada (Nac. 632). Uma boa opção já que o transito era muito reduzido.

Entramos no reino da Cidra, bebida com uma característica própria no modo como é servida. A bebida não tem gasoso, assim para o provocar, a distância de vazamento do líquido entre a garrafa e o copo deve ser o maior possível. Claro que isto provoca imensos salpicos e inclusivamente alguma perda de líquido, mas é mesmo assim. Faz parte!

Paramos para almoçar mas a espera pela comida foi de tal forma longa que demoramos demasiado tempo nesta paragem. Na saída da localidade encontramos, pela primeira vez um veículo com matrícula portuguesa, tratou-se de uma auto-caravana. Logo de seguida fomos “recompensados” com mais uma rampa de dimensões apreciáveis. A meio desta subida passaram por nós mais 3 peregrinos de bike, um deles já ia auxiliado por Santiago. Bom, não sei se era este o nome do indivíduo que o empurrava, mas desta forma foi mais fácil vencer esta dificuldade.

Na parte final da etapa, passou por nós mais um casal de bike e alforges. Mas que grande andamento! Assim seguramente realizam muitos km por dia. Será que têm tempo para visitar o que quer que seja? Nos últimos dois dias as pessoas de bicicleta praticamente deixaram de se ver. Talvez exista menos tradição na bike e mais na Cidra. Certamente também contribui o verdadeiro rompe pernas que por aqui existe.

Na chegada a Gijón, pudemos observar o pólo universitário de dimensões fora do comum. Com a sua enorme torre a fazer lembrar uma qualquer catedral. Nesta cidade, e mais uma vez tivemos muitas dificuldades em encontrar alojamento. Tudo estava completo. Quando questionei a recepção do hotel onde ficamos qual a causa desta dificuldade em encontrar alojamento, a resposta foi apenas : “ É Agosto!”.

Aqui também aconteceu uma situação deveras divertida: Ao questionar onde poderíamos guardar as bikes, a recepcionista depois de pensar um pouco disse:
- No vosso quarto. Ele tem muito espaço.
- E como levo as bikes até ao 2º andar?
- De elevador!

Assim foi. Uma bicicleta de cada vez no elevador permitiu transportar ambas para o quarto que de facto era muito grande. Ali ficamos com as bicicletas literalmente debaixo de olho. Neste dia o estendal da roupa ficou situado numa grade de existia na janela do quarto. 

Relato da Peregrina:
Hoje quando acordamos e abri a janela estava a chover, a nossa grande preocupação foi a roupa que tínhamos deixado a secar na rua e se estava a molhar. Depois de arrumarmos tudo lá saímos de Ribadesella. Continuava a chover, aquela chuva miudinha, que caiu durante toda a manhã, e nós lá fomos continuando a nossa viagem a subir serras e a descer para as zonas de praia. Foi o constante sobe e desce de todos os dias. Hoje as subidas não eram tão acentuadas com excepção de duas que eram também mais longas. Depois de todo este sobe e desce e algumas paragens, chegamos a Gijon, uma cidade muito grande com uma baia mesmo junto à cidade. 
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