Orifoto Btt (Velocipedi@) - Bike105

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Orifoto Btt (Velocipedi@)

Passeios
Orifoto Palmela (Velocipedi@) 30 Outubro 2004

Provavelmente já ouviram falar do OriBtt mas do OriFotoBtt é que talvez não. E o que é isto do OriFoto?

Alguém marca numa Carta Cartográfica diversos pontos onde é obrigatório passar. É necessário nesse ponto tirar uma foto num ângulo previamente indicado. Apenas são admitidas equipas e não existem classificações ou competição.

Como é necessário um número mínimo de 2 pessoas por equipa, convidei um amigo: o Gabriel.

Por motivos profissionais apenas na noite anterior me dediquei a observar a carta e o local da cada um dos 22 pontos a cumprir. Como não tenho um conhecimento aprofundado desta zona, imaginei um sem número de opções quanto ao trajecto a realizar tentando não passar no mesmo local duas vezes. Finalmente optei por um e através do computador criei um track de forma a passar este dado ao Gps. Como esta foi a primeira vez que criei um trajecto “na secretária” o grau de confiança no mesmo era mínimo. Valia acima de tudo a marcação dos pontos.

Assim, à hora marcada lá estava eu e o Gabriel prontos para a partida. Como na noite anterior ao observar as curvas de nível pude adivinhar algo durinho, mal chegaram os primeiros participantes, resolvemos arrancar. Sim, não se arranca ao molho, cada um gere o seu timing .

Após o arranque, algumas centenas de metros mais à frente, o primeiro problema do dia: o Gps indicava um caminho mas nós não o encontramos. Tudo resolvido em boa hora e iniciamos o contacto com os pontos previamente estabelecidos.

Então esta foi a sequência dos pontos que percorremos:

Moinho – Para aqui chegar-mos foi necessário subir um pouco, o que serviu para aquecer. Daqui já deslumbramos aquilo que nos esperaria.

Portela – Sem dificuldades encontramos este ponto, para auxiliar aqui também estavam mais participantes. O que terá pensado que nos avistou a tirar fotos por ali?...

S. Francisco – Fruto de uma incorrecta opção após o ponto anterior, foi necessário realizar um esforço adicional já que tivemos de percorrer alguns quilómetros para trás de forma a encontrar este ponto.

Necessidades – Ponto de fácil detecção. Aqui voltamos a encontrar alguns betetistas de máquina fotográfica na mão. Que estranho....

Cascata – Mais uma paragem, mais uma foto. A cascata não está perfeitamente visível mas está lá por detrás bem no fundo.

Alcube – A indicação deste ponto era a seguinte “ Enquadrar poste eléctrico 7 (Amendoeiras)”. O poste até encontramos mas agora as amendoeiras...Depois de tentar visualizar a dita árvore sem sucesso é que vimos que as ditas Amendoeiras era uma palavra escrita no próprio poste e não uma árvore que por ali estivesse. Santa....

S. Pedro – Para atingir este ponto era necessário entrar numa propriedade, pelo menos era o que aparentava. Confesso o meu receio sempre que tenho de fazer isso, por isso foi na expectativa que entrei portão adentro. Realizada a fotografia e ala que se faz tar de.

Nora – Também encontrado sem dificuldade. Aqui já eu conhecia. Embora exista outra mais à frente, valeu o GPS.

Tanque – Para sacar foto a este ponto foi necessário subir durante uma boa distancia. Contrariando as previsões, o tempo estava a manter-se sem chuva.

S. Luís – Para aqui chegar fomos por um trilho que eu já conhecia. O Gabriel não se desviou do trilho principal e atolou naquela lama que parece cola.

Ruína – Nesta zona entramos numa area de vegetação luxuriante onde se encontra betetistas como areia. Na saída optamos por voltar atrás até ao alcatrão e assim evitar o lamaçal que se adivinhava junto à ribeira.

Comenda – Alcançado este ponto e devidamente registado através da foto, foi altura de recompor um pouco os estômagos. Junto do parque de merendas existe uma rolote com algumas especiarias...entre elas não constam sandes. Como opção, um belo pacote de batata frita.

S. Filipe – Este ponto está situado dentro do Castelo que goza de uma aparente boa manutenção. A confiança no GPS estava a aumentar por isso segui à risca o trajecto que tinha planeado em casa.

Calçada – N ão sei se a opção que tomamos relativamente à rota escolhida foi a mais correcta mas...chegamos lá. Descemos a Setúbal e continuamos a subir, subir, subir. Nesta subida fomos apanhados por uma forte chuvada, no entanto, nem sequer paramos já que o corpo estava a boa temperatura (pudera!) e era necessário não perder muito tempo. Desconhecia por completo a calçada por onde passamos, aqui era requerida toda a atenção já que a chuva tinha tornado as pedras deveras escorregadias.

Escuderia – Fácil de detectar pela cor e, porque para aqui chegar vinha-se a descer...

Vacas – Aqui aconteceu mais uma situação caricata. Chegados ao local que parecia ser o indicado no mapa (confirmado pelo GPS) e procuramos a placa que vinha referenciada no “caderno de encargos”. Como estava uma grande placa derrubada à beira da estrada, pensamos que seria essa. Não, não era. Nova busca, para a frente, para trás e eis que se faz luz: a placa estava impávida e serena na sua altivez desde o belo poste de telefone onde alguém a colocou. Foto tirada e arranque a todo o gás (5/6; 5/6 sempre no prego).

Taberna – Encontrada a Placa do P.N.A. sacada a foto e foi tempo de seguir.

RTP/Galvão – No caminho apanhamos mais chuva, mas aqui resolvi vestir o impermeável pois aparentava manter-se por mais algum tempo, o frio e chuva. Tirada a foto e porque tinha também terminado o vento e chuva, optamos por mais uma ligeira paragem.

Pavor – Já tinha participado num passeio onde se efectuou a descida desde as antenas até ao ribeiro onde se situava este ponto, ainda tinha fresco na memória os calafrios que senti nessa altura e onde por momentos perdi completamente o controlo da bike. Assim, desta vez optei por voltar alguns metros a trás e descer por uma estrada alternativa que vinha a dar ao mesmo local. A descida até ao ribeiro foi no mínimo muito complicada, com lama por todos os poros... Chegamos ao ponto referenciado e sacamos a respectiva prova de presença. Na subida após o ribeiro aceitei a ajuda do Gabriel para levar a bike para cima. A subida fazia-se por uma espécie de escada enlameada, cujo tacto era tão escorregadio como um chão acabado de encerar. Ainda tivemos em amena conversa com um pastor que nos contava que existem motards que fazem o mesmo trajecto com... motos.

Santiago – Aqui metemos água, a bem dizer, quase que metemos missa...!
Quando chegamos ao local depressa verifiquei que por aqui já outros tinham passado, a lama era prova disso. Subi com a bike e entrei no portal, pois, passei pelo dito e nem o vi! Eu bem que estranhei, entrar com a bicicleta para dentro dum pequeno pátio quando a missa está a decorrer... Para piorar as coisas e quando desejava que tudo se desenrolasse rapidamente, eis que a máquina fotográfica não funciona.”#$%#$#”&”. Pancada daqui, pancada dali e finalmente foto tirada. "Vamos embora rápido que já me sinto encavacado."

Barris – A indicação deste ponto era: “Junto à indicação rodoviária Barris na Rotunda.” Simples, não? Claro que não!

O problema é que aqui também existe um terminal da rodoviária, e a confusão instalou-se, claro que nesta altura todas as vitaminas estavam destinadas aos músculos e não ao cérebro. Finalmente fez-se luz, ou placa. Faltava mais um ponto e estava terminado.

Sepulturas – Já fazia frio e nos locais onde a sombra existia era ainda mais baixa a temperatura. Encontramos o trilho que à partida não conseguimos e podemos verificar como perto estivemos deste ponto logo pela manhã.

Como balanço posso dizer que não teria conseguido concluir na totalidade este desafio caso não pudesse imprimir o meu ritmo. É certo que se perde o contacto e respectivo convívio com os restantes participantes, mas o facto de seleccionar-mos o nosso caminho e gerir-mos o nosso esforço sempre com o objectivo de passar por todos os pontos definidos é fantástico. 

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